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Ver para acreditar: mulheres que inspiram outras mulheres no esports

Foto do escritor: Mari Souza
Mari Souza
há 11 minutos
2 min de leitura

Recentemente, tive a oportunidade de conhecer os bastidores do CBLOL, mas eu

não esperava acabar fazendo amizades tão legais e conhecer mulheres incríveis.


Na última coluna falei sobre mulheres ocuparem lugares predominantemente

masculinos, mas hoje quero falar sobre a força de ter a representatividade

feminina nesses lugares.


Foto/Reprodução: Acervo Mari Souza

Em 2019, fui ao CBLOL pela primeira vez como fã de League of Legends. Na

época, ainda estava na faculdade de direito e nem imaginava que existia uma

área de atuação jurídica voltada para o universo dos games.


Em 2026, voltei ao evento com o mesmo carinho pelo jogo, mas com um olhar

diferente: além de fã, me tornei advogada atuando em direito de jogos e esportes

eletrônicos.


A visita aos bastidores da Riot aconteceu por meio de uma parceria da Lótus HUB

com a FERJEE, que permitiu que dez mulheres conhecessem o CBLOL de perto.


Além de entender a organização por trás de um grande evento de e-sports, tive o

prazer de dividir essa experiência com mulheres incríveis da comunidade da

Lótus HUB: Sam, Manu, Juma e Naruu.


Todas nós estávamos muito animadas com a visita. Foi algo realmente surreal!

Conhecemos muitas pessoas que admiramos no cenário, conseguimos jogar

Teamfight Tactics e entendemos melhor o que acontece por trás da transmissão

do CBLOL.


Pra mim foi muito interessante perceber quantas pessoas e profissionais estão

envolvidos para que tudo funcione bem direitinho. Desde a equipe técnica,

responsável pelas câmeras e por tudo o que vemos na transmissão, até os

profissionais que analisam situações dentro do jogo.


Mas, além de conhecer o outro lado desse campeonato que tenho muito carinho,

pude entender ainda mais a força da representatividade feminina nesses

lugares.


Enquanto estávamos conversando, a Naruu comentou que a Maria Fogueta,

caster do CBLOL, era sua maior inspiração, porque ela também quer construir

uma carreira nesse cenário, como narradora.


Então, quando encontramos a Maria Fogueta, além de a empolgação ter sido

bem grande, foi a oportunidade de chegar mais perto de um sonho e ver que era

plenamente possível conquistá-lo. A representatividade feminina consegue

transformar uma possibilidade distante em algo que você consegue imaginar

para si mesma.


Uma das coisas mais legais dessa experiência foi conhecer mulheres que, assim

como eu, estão em busca de um espacinho nesse cenário. Mesmo seguindo

caminhos diferentes, criamos uma conexão e continuamos conversando,

compartilhando ideias, acompanhando os projetos umas das outras e

incentivando cada passo dessa jornada.


A parceria entre o Lotus HUB e a FERJEE proporcionou muito mais do que uma

visita aos bastidores, criou uma oportunidade para que mulheres se

conhecessem, se aproximassem do mercado e construíssem relações que podem

continuar muito além de um evento.


No fim, histórias como a da Naruu e da Maria Fogueta mostram que ver alguém

fazendo aquilo que você sonha fazer, descobrir que existem outras pessoas

trilhando caminhos parecidos com o seu e perceber que você não precisa

construir tudo sozinha é algo realmente maravilhoso e inspirador.


Foto/Reprodução: Acervo Mari Souza

Quando uma mulher consegue enxergar outras mulheres ocupando esses

lugares, o caminho começa a parecer mais possível. E quando, além disso,

encontra uma comunidade que a incentiva a seguir em frente, essa possibilidade

ganha ainda mais força.

 
 
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