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O próximo passo dos games brasileiros precisa incluir mais mulheres

Foto do escritor: Lia Fuziy
Lia Fuziy
há 4 horas
2 min de leitura

A assinatura do decreto que regulamenta o Marco Legal dos Jogos Eletrônicos, em 14 de outubro, no Palácio do Planalto, trouxe expectativas para quem cria jogos no Brasil. Formação, financiamento e divulgação da produção nacional estão entre as frentes previstas na regulamentação da lei de 2024.


Foto/Reprodução: Lia Fuziy
Foto/Reprodução: Lia Fuziy

Participei da cerimônia e uma mensagem foi bastante reforçada: esse é um primeiro passo. As medidas anunciadas incluem propostas de crédito, captação por incentivos fiscais e novos cursos. Parte delas ainda depende de aprovação e de regras para funcionar. O acesso a essas oportunidades será uma das questões centrais daqui para a frente. 


Entre as pessoas presentes, éramos poucas mulheres representando a criação de jogos. Isso não diminuiu a força da nossa participação nem o trabalho das tantas mulheres que ajudaram a construir e defender o Marco. Mas me fez pensar em quem ainda precisa encontrar condições para ocupar esses espaços.


Na minha atuação como professora e no trabalho de sensibilização com a Playbor, acompanho pessoas que querem criar jogos e esbarram em dificuldades para estudar, formar equipes e sustentar seus projetos. Para mulheres e outras pessoas sub-representadas, essas dificuldades também passam pelo acesso a redes profissionais, reconhecimento e oportunidades de trabalho.


É nesse cenário que a Women Game Jam Brasil chega à sua décima edição. A maratona acontece online, de 16 a 18 de outubro, com inscrições prorrogadas até o dia 15. Voltada a mulheres cis, trans e pessoas não binárias, oferece uma oportunidade de criar em equipe, experimentar funções e conhecer gente com quem seguir produzindo.


Foto/Reprodução: Lia Fuziy, com a Ministra da Cultura, Margareth Menezes.
Foto/Reprodução: Lia Fuziy, com a Ministra da Cultura, Margareth Menezes.

Para a Lótus GameDev, essa conexão importa. A presença das mulheres como jogadoras, competidoras e comunicadoras fortalece todo o ecossistema. Ampliar nossa participação na criação permite também decidir quais histórias serão contadas, como os jogos serão feitos e quais experiências chegarão ao público.


A regulamentação merece ser celebrada. Seu alcance dependerá de como as políticas serão executadas e de quem conseguirá acessá-las. Queremos ver mais mulheres começando, concluindo seus jogos, recebendo pelo próprio trabalho e permanecendo no setor.


Foto/Reprodução: Amanda Abreu (Fundadora Lótus), junto de  Lia Fuziy (Colunista e integrante Lótus) no Palácio do Planalto em Brasília.
Foto/Reprodução: Amanda Abreu (Fundadora Lótus), junto de  Lia Fuziy (Colunista e integrante Lótus) no Palácio do Planalto em Brasília.

Saí da cerimônia emocionada com a conquista e pensando nisso: nos próximos encontros em que o futuro dos jogos brasileiros estiver em discussão, precisamos ser muitas.


 
 
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