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Não viemos nos esconder

Foto do escritor: Mari Souza
Mari Souza
há 22 horas
3 min de leitura

Como uma grande apaixonada por filmes e livros de romance, eu não poderia

deixar de assistir o filme A Hipótese do Amor, baseado no livro de mesmo título

da Ali Hazelwood.


Foto/Reprodução: Filme "A Hipótese do Amor"  - Prime Video
Foto/Reprodução: Filme "A Hipótese do Amor" - Prime Video

Logo no começo do filme, Olive entra em uma sala de aula e escolhe um lugar

mais ao fundo para se sentar. Anh, ao perceber que as duas são as únicas

mulheres naquele lugar, chama a amiga para sentar mais à frente. Olive tenta

dizer que está bem ali, mas Anh insiste e diz: “Não viemos nos esconder.”


Em um espaço predominantemente masculino, essa frase é poderosa demais. No

universo do filme, Olive e Anh são cientistas, mas podemos aplicar essa mesma

ideia ao universo dos jogos e dos e-sports.


Como uma mulher que escolheu construir uma carreira justamente nessa área,

eu sei que às vezes existe aquele receio de falar, aparecer ou simplesmente

ocupar um espaço que não é tão confortável. Inclusive, em uma das cenas do

filme, Dra. Aslan diz para Olive que, por mais que não seja justo, ser boa no que

fazemos não é o suficiente, mulheres têm que ser impecáveis e inquestionáveis.

Mas, mesmo que nem sempre seja fácil, quando olhamos para o lado, podemos

descobrir que não estamos totalmente sozinhas. Existem projetos e comunidades

muitos outros) com espaços que aproximam mulheres, criam conexões e ajudam

a mostrar que, mesmo quando determinado ambiente parece dominado por

homens, nós também estamos presentes.


Nesse momento a frase de Anh começa a fazer ainda mais sentido. A

representatividade de outras mulheres nesses espaços é muito importante,

porque não apenas nos inspira, mas também ajuda a abrir caminho para que

outras percebam que existe, sim, um lugar para nós ali.


A propósito, quando falamos especificamente de jogos, somos mais numerosas

do que imaginamos. Segundo a Pesquisa Game Brasil (PGB) 2025, as mulheres

representam 53,2% do público consumidor de jogos digitais no Brasil.


Então, apesar de o universo gamer ainda ser percebido como

predominantemente masculino, as mulheres já são maioria entre as pessoas que

consomem jogos digitais no Brasil. Só que, infelizmente, muitas de nós nos

escondemos em nicks masculinos e nem chegamos a abrir o microfone nas

partidas.


Mas lembra o que a Anh disse para Olive? Jogar não deveria exigir que uma

mulher esconda quem é. Por isso, devemos fazer barulho e mostrar que estamos presentes nesses lugares, que fazemos parte do público, que também fazemos

aces e pentakills.


Nós não devemos sentir medo e nos esconder no fundo da sala. Nós podemos e

devemos falar mais alto, mostrar nosso trabalho, nos divertir, jogar, estudar, ser

excelentes profissionais, ocupar posições de liderança. Nós somos capazes de

qualquer coisa, e juntas somos ainda mais fortes.

Vamos sentar na frente, não vamos nos esconder.


+segura Lótus HUB


É claro que isso não significa que precisamos nos colocar em situações que nos

façam mal ou que toda mulher precise se expor o tempo inteiro. Cada uma

encontra a forma e o ritmo em que se sente segura para ocupar um espaço.

Se alguma situação no ambiente digital ultrapassou seus limites, deixou você

desconfortável ou fez você não se sentir segura, a Lótus HUB criou o +segura,

uma iniciativa voltada a transformar informação jurídica e segurança digital em

orientação clara, acessível e prática para mulheres que enfrentam situações de

violência no ambiente online.


Acesse o +segura clicando aqui ou no ícone à direita na parte inferior da tela.

 
 
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